
As tropas do governo fizeram disparos enquanto carregavam carrinhos de mão e micro-ônibus com a ajuda alimentar emergencial enviada pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organização das Nações Unidas (ONU). Os conflitos, ocorrem porque a milícia Al Shabab, que domina a região, não aceita a presença de ONGs ocidentais por temerem a "politização" local, por isso a imposição de proibir ajuda alimentar.
O país é palco de confronto entre a Al Shabab e o governo de transição, que tem o apoio das tropas de paz da União Africana e dos países do Ocidente.
Centenas de somalis atingidos pela seca seguem todos os dias para acampamentos dentro e fora da capital e entram em uma zona de guerra, num desafio às ordens dos militantes islâmicos para que permaneçam onde estão.
Cerca de 400 mil refugiados somalis – quase 5% da população do país – estão acampados em Mogadíscio e áreas ao redor. Perto de 100 mil pessoas chegaram somente em junho e julho, segundo a ONU.
Fome na África
A ONU informou que mais de 12 milhões de pessoas estão sendo afetadas pela seca no Chifre da África - região que abrange Somália, Etiópia, Eritreia, Quênia, Uganda, Djibuti e Sudão. No caso da Somália, conflitos políticos já vinham provocando a fuga de cidadãos rumo ao Quênia.
O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), o brasileiro José Graziano, disse nesta semana que a fome precisa ser combatida com o mesmo vigor que a crise econômica. Ele considerou que decisões mais ambiciosas do que aquelas acionadas para prestar socorro à crise do sistema financeiro, poderiam ter evitado a emergência alimentar que sofrem os países africanos.
Ajuda brasileira
Na semana passada, o governo do Brasil anunciou que encaminhará 53 mil toneladas de feijão e milho para a Somália e a Etiópia, no nordeste da África.
Com informações da Reuters e Agência Brasil
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