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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Lula presta 'solidariedade' ao WikiLeaks e defende liberdade de expressão


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira a liberdade de expressão e disse que tem "solidariedade" para com o site WikiLeaks e seu criador, o australiano Julian Assange, que está detido em Londres.


Assange se entregou depois que a Interpol expediu um pedido internacional de prisão contra ele, devido a acusações de estupro e abuso sexual feitas por duas mulheres suecas. Os supostos abusos teriam ocorrido em agosto, na Suécia.


Desde o fim de novembro, o WikiLeaks - especializado em publicar documentos governamentais sigilosos - vem divulgando milhares de telegramas trocados entre diplomatas americanos, muitos deles confidenciais, que revelam dados estratégicos de defesa e de política externa dos Estados Unidos, além de opiniões de autoridades do país sobre líderes mundiais.


"(...) Estranho é que o rapaz que estava desembaraçando a diplomacia americana... o rapaz foi preso e eu não estou vendo nenhum protesto", disse Lula durante um discurso feito no evento que marcou o balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em Brasília.


Lula ainda afirmou que Assange "estava colocando a nu um trabalho menor que alguns embaixadores fizeram".


"A (presidente eleita) Dilma (Rousseff) tem que saber e falar para os seus ministros que, se não tiver o que escrever, não escreva bobagem, passe em branco a mensagem", afirmou o presidente.


"Aí aparece o tal do WikiLeaks, desnuda a diplomacia que parecia inatingível, parecia a mais certa do mundo, e aí começa uma busca... eu não sei se colocaram cartazes, assim, do tempo do faroeste, 'procura-se vivo ou morto'... prenderam o rapaz e não vi um voto de protesto", disse.


"O rapaz estava colocando apenas aquilo que ele leu, e se ele leu porque alguém escreveu, o culpado não é quem divulgou, o culpado é quem escreveu", disse o presidente.


"Em vez de culpar quem divulgou, culpem quem escreveu a bobagem, porque senão não teria o escândalo que teve", afirmou Lula.


"O WikiLeaks tem a minha solidariedade pela divulgação das coisas" disse o presidente, que ainda registrou um "protesto" a favor da liberdade de expressão.


Brasil no WikiLeaks


O próprio presidente foi citado nos documentos relevados pelo WikiLeaks.


Em um dos telegramas, a diplomata americana Lisa Kubiske afirma que "Lula cacarejou" suas conquistas ambientais na cúpula do clima (COP-15), realizada no fim de 2009 em Copenhague, Dinamarca.


Para ela, o Brasil teria assumido uma imagem exagerada de "herói" e "cavaleiro branco" na COP-15, segundo informou o jornal Folha de S.Paulo.


O Brasil também foi citado em outros telegramas revelados pelo site. Em um deles, o ex-embaixador americano no Brasil, Clifford Sobel, critica o Plano Nacional de Defesa, apresentado pelo governo em 2008. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. 

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